Em crise, aviação brasileira espera que voos de fim de ano auxiliem o setor

Vivendo a maior crise de sua história, o setor aéreo brasileiro vê com olhos esperançosos os feriadões de fim de ano — Natal e Ano Novo — e espera que sejam de grande valia para um aquecimento e uma maior procura de voos por parte da população.

Ainda com restrições a voos internacionais — por conta da pandemia do novo coronavírus (causador da Covid-19), que paralisou o mundo e o País durante grande parte do ano de 2020 — a aposta das empresas de aviação brasileiras é nos voos domésticos, seja para destinos turísticos ou para auxiliar pessoas a visitarem seus parentes ou amigos queridos, de quem ficaram afastados durante todo o ano, em virtude da atual crise mundial de saúde.

Entretanto, o que se percebe nos aeroportos tem sido tensão das pessoas por conta da falta de medidas mais eficazes de distanciamento, além de relatos de apreensão em viajar em um avião com mais centenas de pessoas, o que pode gerar uma contaminação em massa. Essa preocupação tem afastado muitos clientes costumazes do setor de aviação, e tem preocupado muito as empresas, que buscam demonstrar com limitação de capacidades nos seus voos, por exemplo, que são um meio seguro de locomoção, desde que tomados todos os cuidados pelos passageiros — como o uso de máscara, higienização com álcool gel e distanciamento entre poltronas.

A aviação — que teve uma queda de mais de 90% no mês de abril de 2020 (em comparação ao mesmo mês no ano anterior) — no auge das medidas restritivas por conta da pandemia, recuperou-se aos poucos, com o afrouxamento das regras de isolamento mês a mês, e uma certa retomada da confiança por parte das pessoas.

Entretanto, a retomada do aceleramento dos casos justo no mês em que o setor buscava uma reabilitação um pouco maior pode ser mais um duro baque nos negócios do ramo. Resta esperar o que 2021 pode trazer.

Mais informações podem ser conferidas no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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