Felipe Miranda da Empiricus resume sua compreensão em investimentos

Após a divulgação dos dados acerca do superávit comercial chinês, que decepcionaram consideravelmente o mercado, a primeira reação foi a espera por indícios de que mais estímulos monetários sejam adotados. Pouco tempo depois, o próprio Banco Popular da China declarou que seriam feitos novos incentivos, trazendo uma nova onda de otimismo aos investidores, reporta Felipe Miranda, CEO da Empiricus.

A diminuição no volume das exportações da China, somada a notícia de que o número de novos empregos criados nos Estados Unidos no último trimestre permaneceu abaixo das expectativas, tem sido o bastante para que muitos defendam taxas de juros mais baixos ao redor do globo.

Se isso acontecer e os juros ficarem próximos de um valor negativo nas nações desenvolvidas, os títulos que não pagam yield se tornam mais vantajosos em termos relativos, destaca o CEO da Empiricus. Em outras palavras, é como se fosse possível realizar um carry trade com o ouro. Esse metal, por sua vez, apresentou uma curva acelerada de crescimento, e não por acaso, os maiores bancos centrais estão optando por aumentar em centenas de toneladas as suas reservas internacionais de ouro.

Segundo Felipe Miranda, esse conjunto de fatores leva a crer que é vantajoso acumular o metal precioso, especialmente antes que o mesmo supere o valor de US$ 2 mil por onça. O nome por trás da Empiricus ainda ressalta que a empresa já vem apostando no ouro há bastante tempo, até mesmo antes do metal se tornar manchete em diversos sites de finanças.

No Brasil, caso tenha existido alguma dúvida se o Copom (Comitê de Política Monetária) iria continuar realizando cortes na Selic por conta da valorização do dólar observada a partir de agosto, essa hipótese já está descartada. Os respiros que o real tem dado em alguns pregões e o fato do Fed ter evidenciado que se encontra em uma trajetória de cortes em sua taxa básica são fatores mais do que suficientes para que isso não aconteça.

O IPCA do mês de agosto também se portou de acordo com o esperado, e por isso tudo indica que aSelic irá atingir a porcentagem de 5,0% ao ano ainda em 2019, ou quem sabe até menos, noticia o CEO da Empiricus. Quando os analistas estimavam esses números, muitos consideraram exagero, mas agora que instituições como o Banco Bradesco já indicam essa tendência, resta pouco espaço para qualquer contestação.

Os que precisam de dados e estimativas vindas do exterior podem ainda observar o que foi divulgado pelo Bank of America Merrill Lynch, que também fez projeções parecidas ao longo dos últimos meses.

Para completar a análise sobre o cenário observado, o chamado risco-Brasil, que é medido por contratos de CDS, chegou a atingir a sua cotação mínima de 2019, que foi de 124 pontos base. Algo menor do que não acontecia desde 2013, quando o país ainda era investment grade, destaca Felipe Miranda, CEO da Empiricus. Com base nessa informação, já é possível esperar um upgrade pelas agências de classificação de risco muito em breve.

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