Micro e pequenas empresas geraram 54 mil vagas de emprego em fevereiro

Mesmo diante do cenário de crise, como esse que o Brasil enfrenta, as micro e pequenas empresas permanecem otimistas, principalmente em relação ao crescimento do saldo de novas contratações no início deste ano. De acordo com Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, o setor da Educação foi o grande responsável pelo bom desempenho da categoria, eles criaram 20.7 mil novos empregos, cerca de 44℅ do total de vagas. A administração pública também apresentou um saldo positivo de 8,3 mil novos servidores, já as médias e grandes empresas tiveram um saldo negativo de 26,6 mil.

Em Janeiro, as micro e pequenas empresas já estavam com a taxa de geração de empregos em 27,3 mil novos funcionários e com indícios de um possível aumento, em Fevereiro, esse número subiu para aproximadamente 54 mil pessoas. As informações são do levantamento realizado mensalmente pelo Sebrae com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Entre os segmentos que mais contrataram estão, a indústria de transformação e a indústria de calçados e têxteis que registraram a criação de quase 10 mil vagas, o setor de serviços também foi responsável pelo maioria das contratações no último mês.

No geral, praticamente todas as regiões brasileiras apresentaram desempenho positivo na geração de novos postos de trabalho, entretanto a região Sudeste foi a que mais se destacou com a criação de 26,2 mil novos empregos, sendo a maioria proveniente dos estados de São Paulo e Minas Gerais. A região Sul teve 14,5 mil, a região Nordeste foi a que registrou o menor saldo de empregos gerados 1,3 mil.

É bom destacar que no mesmo período do ano passado, as micro e pequenas empresas tinham apresentado um saldo negativo de geração de empregos, aproximadamente 19,4 mil.Se for calculado,  o acumulado deste início de ano contabiliza cerca de 81,3 mil novas contratações. Mas apesar do fato de que esse segmento de empresas estão sendo responsáveis pela alta taxa de geração de empregos este ano, ainda é muito cedo para se falar em retomada do crescimento.

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