Empreendedorismo para transformar vidas: o papel das cooperativas

O que lhe vem à mente ao pensar em empreendedorismo? A figura de alguém determinado a assumir riscos em um mercado disputado? Um capitalista que sabe gerir habilmente seus recursos? Um visionário que identifica uma oportunidade e a transforma em lucro? Certamente sim… Mas poucos pensariam em “cooperativas”. Fato é que elas estão mesmo entre os empreendimentos econômicos de grande importância social. Saiba quais são suas principais características e como se formam as cooperativas.

O conceito das cooperativas

Pode-se pensar em um empreendedor solitário, exceto no caso de uma cooperativa. Seu nome sugestivo evidencia tratar-se de uma coletividade. Cada cooperativa é constituída autonomamente como uma empresa de propriedade coletiva, não só com interesses econômicos, mas também com anseios culturais e sociais comuns aos membros cooperados. Seu aspecto transformador está no equilíbrio entre o resultado econômico e o social, tendo caráter de participação voluntária e gestão democrática.

O cooperativismo hoje

De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o cooperativismo emprega cerca de 250 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, é uma das apostas do Governo Federal frente às dificuldades econômicas atuais. Recentemente, o deputado Osmar Serraglio, presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) ressaltou em uma entrevista a importância das cooperativas para o ano de 2017, apresentando os sucessos no Congresso Nacional para apoiar o setor, que é determinante para atender em simultâneo políticas econômicas e sociais.

Ramos do cooperativismo

O empreendedor com ambições sociais facilmente se fideliza às atividades cooperativistas. Presentes nas áreas urbanas e rurais, as cooperativas atuam em diversos setores da economia, tendo como foco as pessoas. Conheça seus principais ramos de atividade:

 

  • Agropecuário
  • Consumo (compras em comum)
  • Crédito (soluções aos cooperados)
  • Educacional
  • Especial (pessoas com necessidade de tutela)
  • Infraestrutura (serviços essenciais)
  • Habitacional
  • Produção (artesanais ou industriais)
  • Mineral (de toda cadeia do processo)
  • Trabalho (profissionais de mesma categoria)
  • Saúde (sendo o Brasil forte referência)
  • Turismo e lazer
  • Transporte (cargas ou passageiros)

Formando uma cooperativa

Já escolheu seu ramo de atividade? É hora de agrupar sua turma e constituir um empreendimento coletivo, para o bem da comunidade.

Sistema OCB

  1. Reúna ao menos sete pessoas interessadas, a depender do ramo, para definir os objetivos e os recursos para desenvolver a atividade. É importante definir o plano de negócio ou ainda localizar uma cooperativa que já responda por atividades similares às necessidades de seu grupo, podendo, assim, aderir àqueles cooperativistas;
  2. Defina o regimento interno e o estatuto social entre os fundadores, definindo a sede, a distribuição de cotas, a movimentação e as funções de cooperados;
  3. Formalize a cooperativa convocando a Assembleia de Constituição, com eleição de dirigentes, conselho e redação da ata. Com assessoria de um advogado, reúna os documentos para registro em dois órgãos: a Junta Comercial do Estado e a Receita Federal. Maiores detalhes podem ser verificados no Sistema OCB.

Pronto para o sucesso mais sustentável e justo? Constituindo sua cooperativa, estará gerando trabalho e renda enquanto garante o bem social.

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